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Vera Lúcia de Oliveira (Maccherani)
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o músculo amargo do mundo

di Vera Lúcia de Oliveira (Maccherani)

   Escrituras, São Paulo, 2014

 

Testi critici di  Alexandre Bonafim , Albano Martins, Adelto Gonçalvez, Carlos Machado, Roberto Bozzetti,

"o músculo amargo do mundo"

Alexandre Bonafim

"O músculo amargo do mundo de Vera Lúcia de Oliveira"

Poesia descarnada, visceral, poesia desnuda em palavras agudas e precisas, é o que encontramos em O músculo amargo do mundo, novo livro de Vera Lúcia de Oliveira. Assim como em obras anteriores, podemos vislumbrar, nesse volume, uma fecunda lucidez ante a realidade atroz do homem pós-moderno, enclausurado na solidão e em um mundo dessacralizado, universo deserto de deuses e ética. Em seu novo livro, a escritura da autora torna-se um canto de denúncia, um canto de resistência em tempos em que as utopias se pretendem mortas ou quase mortas.
Poeta sensível à condição humana no que ela tem de amargo e terrível, no que ela tem de sensível e belo, Vera enfrenta, pelo seu lirismo cru e muitas vezes áspero, a árdua condição mortal do homem. Todavia, para a escritora, não é somente a morte em si um tema capital de sua escrita. Sua reflexão sobre a existência vai além de tal temática, atingindo-a, porém, pelo cerne. Para ela, o que lhe importa é o fenômeno humano em sua totalidade. Por isso, a vida e suas mazelas, o cotidiano, o surgimento do próprio existir, esse mistério, e, sobretudo, a dor, esse fardo que perfura a carne e a alma, precária nudez do homem, são os temas centrais de seu lirismo. Daí o irromper da fome, da indigência, como fardo de um existir sensibilíssimo ao dom da vida:

nasceu de um fundo de fome
que lhe foi mascando o cerne
nasceu desse dente branco de leite
nasceu desse morder e mascar
nasceu dessa fome e sempre foi
comendo e sempre foi sentindo
o dente sentir fome
- p.23

A fome, assim, ganha um estatuto ontológico. Somos, como a filosofia e a psicologia da existência apregoam, seres da falta, minguantes, em perpétua realização jamais acabada. Nunca estamos prontos. Tornamo-nos, ao longo do tênue fio do existir, indivíduos em permanente realização, imersos no tempo. Daí que a fome, como o desejo, é entranha, cerne, nossa realidade mais crua. A fome, signo de nossa impureza, mas também do louvor à perene busca do conhecimento, torna-se, para a autora, a verdade vital que a impele rumo à poesia, à ação e, faz dela, uma escritora de vibrante linguagem, de contundentes verdades.
Vera Lúcia de Oliveira é uma poeta que vive, assim, seu ofício, com uma sinceridade plena, o que a torna uma importante escritora brasileira no cenário de nossa atual literatura. Isso se confirma, por exemplo, em outros textos:

entrou a fome na fome
não essa de alimento
não essa de ser saciado
por sêmen
fome de quem se come
pelo dentro
e só tem no corpo
o próprio alimento
- p. 31

Esse admirável poema, lapidar, conciso, restrito na amplidão de uma verdade impactante, mais uma vez nos faz perceber que a escrita de Vera é, sobretudo, catártica, um salto sem medo, sem proteção, no próprio âmago da condição humana.
No constante trabalho poético, no ofício de tecer a trama textual, pacientemente, buscando as palavras mais agudas, mais desafiantes, Vera coliga, pela metáfora da teia de aranha, o homo faber, típico artesão, ao homo viator, peregrino por uma reta feita de tempo e angústia. Assim, o poeta, como o inseto, penetra a trama (o texto) e, nesse jogo perigoso, descobre a própria morte. Toda textualidade, conforme Maurice Blanchot, é um pequeno rito fúnebre, a descoberta plena e nua da precariedade da linguagem, do eu e do próprio corpo:

viu o fiapo da teia
e na ponta o inseto
lutando para viver
o corpo emaranhado
quanto mais preso
mais se debatia

pensou em salvar o bicho§
lidou com o fio pegajoso
e o animal caiu
mas não voou
já estava dentro da morte
e não sabia
- p. 36

Para desvelar verdades tão cruas, a autora, exímia artesã, escolhe as sonoridades duras, travadas como o próprio ato de mastigar, conforme vimos no primeiro poema aqui citado. Dessa forma, a expressão linguística vibra em harmonia com os significados expressos. Estamos, assim, diante de uma poesia cuja natureza despida de grandiloquências, de retórica aflorada, afiada na dura lição da pedra cabralina, torna-se cortante e, paradoxalmente, bela. Uma beleza plena, pois sincera e, como toda grande arte, fiel às verdades humanas mais essenciais.

Alexandre Bonafim, "O músculo amargo do mundo de Vera Lúcia de Oliveira"

Diário da Manhã, Goiás, setembro 2014

DM.com.br - Diário da Manhã, 11/09/2014  

http://www.dm.com.br/texto/190492

Albano Martins

"In attesa che passi il dolore. Sull'ultimo libro di Vera Lúcia de Oliveira"

In O músculo amargo do mundo [Il muscolo amaro del mondo], l’ultima raccolta poetica di Vera Lúcia de Oliveira, pubblicata a San Paolo, in Brasile, nel 2014,{1} il "dolore" è forse la parola centrale, ad essa associandosi, come nervo e embrione, il verbo "soffrire", con tutti i suoi correlati di ombre e altre associazioni di senso. Nella sua ricercata brevità e sintesi, le poesie reinventano il quotidiano della città, "arrasta(m) atrás de si a vida" [trascinano dietro di sé la vita], percorrono le "ruas doídas" [le strade dolenti], i "canteiros de formigas zonzas" [le aiole di formiche intontite] e il "ruído de traças comendo o mundo" [rumore di tarme che mangiano il mondo]. E il tutto nella tragica consapevolezza che c’è "muita pessoa sendo jogada fora" [molta gente che viene gettata via], ma sapendo anche che l’"amor a gente dá e recebe sem custo" [l’amore si dà e si riceve senza costo] e che "medo (…) a gente atura quanto mais custa" [paura (…) si sopporta quanto più costa]. E quando usciamo dalla dimensione della città e entriamo in quella del "paese", allora, e anche lì, "com pouco se compra um corpo" [con poco si compra un corpo]. Siamo, in effetti, d’accordo con il critico Ivan Marques, autore della postfazione del libro, quando afferma: "il poeta ha l’abitudine di direzionare lo sguardo verso ciò che è vivo, inquieto, palpitante".{2} Non a caso il cane "é meu irmão / ele é que é o meu dono" [il cane è mio fratello / è lui che è il mio padrone]. E tutto nel mondo, "todo animalzinho" [ogni animaletto], "saiu da barriga de Deus" [è uscito dalla pancia di Dio].

Una delle epigrafi del libro, con la firma di Dante Milano, porta fino a noi l’acqua del mare nel suo movimento costante di battere e sbattere "na pedra da dor" [nella pietra del dolore]; un’altra epigrafe, di Erri De Luca, ci dice che "I dolori hanno una chiave di violino". Se, come scrive lo scrittore brasiliano Mário de Andrade, "l’arte è figlia del dolore",{3} è in effetti per il tono pungente degli accordi di violino che essa meglio si manifesta ed esprime.

Le poesie offerte alla curiosità, alla sensibilità e all’intelligenza del lettore si strutturano – cioè, si organizzano – al margine della sintassi tradizionale: rifuggono non solo le lettere maiuscole e i segni di punteggiatura, ma anche la logica razionale del discorso. La realtà, "desgramaticalizzata", entra, così, bruscamente e con veemenza nel mondo dei nostri sensi, sovrapponendosi e investendoci, stabilendo un amalgama di rilevante significato esistenziale. Valgono queste poesie, come incisioni, come iscrizioni nella pietra dei giorni (o nella pietra del dolore, come suggerisce Dante Milano). Non rifiutando il termine crudo (direi di più: triviale, rude), Vera Lúcia capta la realtà che è, anch’essa, cruda. L’autrice afferma, in ogni verso, in ogni poesia, la sua umanità e il suo impegno per il mondo in cui vive, organizzato secondo leggi che non favoriscono la giustizia, l’uguaglianza e la fraternità. Per il resto, è l’espressione sintetica, sincopata, al livello della lingua parlata (della lingua poetica, la lingua del poeta), che tuttavia è complessiva e giusta nella suo formato ridoto.

Si sappia, in breve, che le poesie contenute in Il muscolo amaro del mondo valgono anche come testimonianza, come documento e denuncia. Non che Vera Lúcia de Oliveira si affermi, qui, come poeta militante, nel senso usuale e ristretto del termine. La lotta del poeta è con le parole. La sua battaglia è condotta con, e per, l’umano. Questo è sufficiente per accostarsi alle pagine di questo libro con cuore aperto e mente spalancata, “in attesa che il dolore passi”.


{1}Vera Lúcia de Oliveira, O músculo amargo do mundo, São Paulo, Escrituras Editora, 2014. Tutti i versi qui citati sono di questa edizione.

{2}Ivan Marques, "O realismo poético de Vera Lúcia de Oliveira", in Vera Lúcia de Oliveira, O músculo amargo do mundo, São Paulo, Escrituras Editora, 2014, pp. 77-84.

{3}Epigrafe, a sua volta, della citata postazione di Ivan Marques.

(Albano Martins, Universidade Fernando Pessoa, Porto - "Fili d'Aquilone" gen/mar 2015

http://www.filidaquilone.it/num037martins.html)

Adelto Gonçalves

"A dor do mundo em Vera Lúcia de Oliveira"

Published 2015/03/17 | By Das Letras

I

 Poucos poetas brasileiros contemporâneos, como Vera Lúcia de Oliveira, paulista de Cândido Mota radicada na Itália há mais de duas décadas, tiveram sua produção poética tão analisada e incensada. A lista vai de José Saramago (1922-2010), Prêmio Nobel de Literatura de 1998, o único da Língua Portuguesa, a poetas e acadêmicos como Ferreira Gullar, Lêdo Ivo (1924-2012) e Carlos Nejar, passando por estudiosos como a filóloga e historiadora da cultura Luciana Stegagno Picchio (1920-2008), que foi considerada a mais importante luso-brasilianista da Europa, entre outros.

Não bastasse isso, ainda recentemente, um fino poeta como Albano Martins, professor da Universidade Fernando Pessoa, do Porto, nas páginas do quinzenário portuense As Artes entre as Letras, de 11 de março de 2015, ocupou-se deste O músculo amargo do mundo (São Paulo, editora Escrituras, 2014) para dizer que Vera Lúcia afirma, "em cada verso, em cada poema, a sua humanidade e o seu compromisso com o mundo em que vive, organizado segundo leis que não favorecem a justiça, a igualdade e fraternidade". E acrescentou: "No mais, é a expressão curta, sincopada, ao rés da fala (da fala poética, da fala do poeta), que todavia se basta na sua reduzida dimensão".

No ensaio "O realismo poético de Vera Lúcia de Oliveira", que escreveu especialmente para a apresentação deste livro, Ivan Marques, professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), ressalta que o lirismo da autora tem raízes no cotidiano, "de onde ela extrai seus pequenos enigmas".

Depois de observar que o mundo visto pelo olhar da poeta é "cheio de misérias e desfalcado de esperanças – um mundo observado de perto, a partir de um ponto de vista generoso, mas sobretudo lúcido e pessimista" –, Marques desvenda a metáfora que justifica não só o título como o livro por inteiro, ressaltando que, em Vera Lúcia, o músculo do mundo, sua força motora, é a dor que "nutre e movimenta especialmente a existência das criaturas miseráveis, que vivem à margem", conclusão a que também chega quem lê estes versos logo nas páginas iniciais:

 

virar esquinas do avesso

ficar como cachorro louco mordendo

o músculo amargo do mundo

II

Marques localiza ainda as raízes da poesia de Vera Lúcia em seu gosto pelo período modernista da poesia brasileira, que teve início com a Semana de Arte Moderna de 1922. É de lembrar que pesquisa de doutorado realizada pela autora nos anos 90 na Itália abordou os livros Pau-Brasil, de Oswald de Andrade (1890-1954), Martim Cererê, de Cassiano Ricardo (1895-1974) e Cobra Norato, de Raul Bopp (1898-1984), o que justificaria, a nível formal, a preferência da poeta pela abolição de regras, pela opção por formas livres, pela ausência de letras maiúsculas, vírgulas e pontos, pelo tom coloquial, pela linguagem das ruas estilizada. Veja-se, por exemplo, estes versos:

 

esse cão que me segue

é minha família, minha vida

ele tem frio mas não late nem pede

ele sabe que o que eu tenho

divido com ele, o que eu não tenho

também divido com ele

ele é meu irmão

ele é que é o meu dono

 

A par da ausência de formalismo, o que se destaca mesmo na poesia de Vera Lúcia é a sua opção franciscana pela pobreza e sua solidariedade com o marginalizado das grandes cidades brasileiras, vítimas de um modelo de patrimonialismo, que é apenas uma continuação de um sistema social que veio de Portugal à época da colônia, quando a nobreza, para se livrar da arraia-miúda que insistia em querer comer e sobreviver, mandava legiões de desvalidos para as conquistas, desertificando vilas e cidades.
Se à época colonial os pequenos burgos brasileiros viviam infestados de gente disforme, vítimas de bócio, a doença do papo, e leprosos, hoje o que se vê nas ruas e avenidas das grandes cidades é um cortejo de desfavorecidos: mendigos, desocupados, catadores de lixo, moleques malabaristas, vendedores de água batizada e mães em andrajos que exibem seus filhos para comover e convencer alguém que passa a lhe atirar ao menos a moeda de menor valor.
É a dor que sente a poeta ao ver este país em naufrágio que pulsa nestes versos, a dor de ver uma nação sem rumo em que a batalha da educação nas escolas públicas e privadas parece irremediavelmente perdida e milhares de jovens são atraídos para o consumo e tráfico de drogas ou para a prostituição, enquanto os ladravazes de recursos públicos festejam impunes pelos salões da república:

 

meu país é do lado de fora que ele mais dói

meu país tem calçada chiqueiro bueiro onde

gente compete com bicho e perde

meu país tem mercado avenida rua semáforo

onde com pouco se compra um corpo

III

Vera Lúcia de Oliveira, formada em Letras pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), campus de Assis, doutorou-se em Línguas e Literaturas Ibéricas e Iberoamericanas pela Universidade de Palermo (1997) e é professora de Literaturas Portuguesa e Brasileira na Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Estudos de Perúgia, na Itália. Ensaísta e tradutora, organizou antologias de vários poetas, entre as quais se destacam aquelas que fez com poemas de Lêdo Ivo, Carlos Nejar e Nuno Júdice. Em 2005, ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras com o livro A chuva nos ruídos (São Paulo, Escrituras, 2004).

A autora escreve tanto em português como em italiano e seus poemas foram publicados em antologias no Brasil, Portugal, Itália, Espanha, França, Alemanha, Romênia e Estados Unidos. Além de produção ensaística, como poeta recebeu o Prêmio Sandro Penna (Itália, 2009), o Prêmio Popoli in Cammino (Itália, 2005), o Prêmio Internacional de Poesia Pasolini (Roma, 2006) e o Prêmio Internacional de Poesia Alinari (Florença, 2009). Em 2006, o seu livro inédito Entre as junturas dos ossos recebeu do Ministério da Educação o Prêmio Literatura para Todos e foi publicado pelo órgão governamental com tiragem de 110 mil exemplares e distribuído nas escolas e bibliotecas de todo o Brasil.

Entre os seus vários livros, destacam-se: Geografie d´ombra (poesia, Veneza, editora Fonèma, 1989), Tempo de doer/Tempo di soffrire (poesia, Roma, editora Pellicani, 1998), La guarigione (poesia, Senigallia, editora La Fenice, 2000), Poesia, mito e história no Modernismo brasileiro (ensaio, São Paulo, Editora da Unesp/Edifurb, 2002), Verrà l´anno (poesia, Fara, editora Rimini, 2005), Storie nella storia: le parabole di Guimarães Rosa (ensaio, Lecce, editora Pensa, 2005), No coração da boca (poesia, São Paulo, Escrituras, 2006), A poesia é um estado de transe (poesia, São Paulo, Portal Editora, 2010), La carne quando è sola (poesia, Florença, Società Editrice Fiorentina, 2011) e Vida de boneca (poesia infantil, São Paulo, Editora SM, 2013).

(Adelto Gonçalves, Universidade de São Paulo (USP) - Das Letras 17/03/2015
http://www.dasletras.com/colaboracoes-literarias/a-dor-do-mundo-em-vera-lucia-de-oliveira-adelto-goncalves/)

Carlos Machado

"Passaros convulsos" - Poesia.net n.341  [Boletim de poesia online]

 

(Carlos Machado, "O múscolo amargo do mundo", Poesia.net n.341, Ano 13, São Paulo, 14/10/2015
http://www.algumapoesia.com.br/poesia3/poesianet341.htm)

Roberto Bozzetti

"São Paulo na trilha dissonante da poesia de Vera Lúcia de Oliveira" - Passges de Paris

 

(Roberto Brozzetti, "Saão Paulo na trilha dissonante da poesia de Vera Lúcia de Oliveira",
Dossier: TERRITÓRIOS DE RESISTÊNCIA NA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
 Passages de Paris 13 (2016), APEB.fr -
http://www.apebfr.org/passagesdeparis/editione2016-vol2/articles.html)

Lee Flôres

A Metrópole e Os Corações de Zinco: a poesia de Lee Flôres

(...) O músculo amargo do mundo, Vera Lúcia de Oliveira. Este é o melhor livro que li de poesia brasileira lançado nessa década. É comovente e emocionante a sua delicada, realista e dura matéria poética como voz autêntica dos invisível, dos excluídos, da miséria urbana de quem "só tem o no corpo o próprio alimento", "dói no cerne, dói na beira" sem meias palavras, sem truques estilísticos e retóricas verborrágicas; (...)

(Lee Flôres, in una intervista di Jean Albuquerque in Margem Cultural, medium.com, 17/05/2017

https://medium.com/@margemcultural/a-metropole-e-os-coracoes-de-zinco-a-poesia-de-lee-flores-b89f9f5c422a)

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(by Claudio Maccherani )