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Vera Lúcia de Oliveira (Maccherani)
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Entre as junturas dos ossos

di Vera Lúcia de Oliveira (Maccherani)

MEC, Brasilia, 2006

Testi critici di Ira Maria Maciel, Maria Lúcia de Amorim Soares, Vinicius Mizejeski

Entre as junturas dos ossos"

Ira Maria Maciel

"Entre as junturas dos ossos, de Vera Lúcia de Oliveira, aborda com sensibilidade todos os sentidos e até busca um novo sentido para dar conta de outras sutilezas. "Dei para pisar no rangido dos ventos", um dos versos do livro, mostra a leveza de sua escrita. Os poemas oscilam entre a simplicidade e a apresentação de breves enigmas. O leitor precisa aproximar-se com atenção para descortinar outras faces da poesia, mas em compensação ele entra em contato com a intensidade lírica."

(Ira Maria Maciel, in Revista Brasileira de Educação, vol.12 no.36, Rio de Janeiro, Sept./Dec. 2007
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782007000300014)

Maria Lúcia de Amorim Soares

"Entre as junturas dos ossos, da paulista Vera Lúcia de Oliveira (mas que vive na Itálía), descontrói o cotidiano para dar conta de todas as vidas presentes na memória, num sentimento de espanto porque as coisas fraturam em muitas dimensões, e em territórios do que é impossivel dizer para dizê-lo mesmo assim: o que é a culpa? senão a mão que não existe mais e aguilhoando o mesmo cão senão o olho desse cão que não existe abocanhando a mesma mão.

(Maria Lúcia de Amorim Soares, in Revista Brasileira de Educação, vol.9 n.1, Sorocaba, SP, pp.145-147, Maio 2007)

Vinicius Mizejeski

Entre as junturas dos ossos

Neste livro de poemas, a poeta Vera Lúcia de Oliveira, em suas próprias palavras, nos oferce um convite a mergulhar no que há de mais íntimo e intrínseco dentro de cada um de nós. É uma viagem pela memória, a infância que cada um conserva, a imagem de manhãs e tardes nas quais sentíamos a vida dentro de nós sem que tivéssimos, muitas veses, noção e percepção desse milagre divino. E, como a poesia concentra significados, cada palavra no texto tem seu peso específico, é feita de cocretude e pesa como a coisa que ela representa. Tem cheiro, sabor, range, geme, uiva, fala, ás veses rasteja como na página como um bicho, esbraveja como uma pessoa ferida, ilumina como uma lâmpada, chora como um luto ou rasga a casca da semente, que é de som e ao mesmo tempo não é. O que está entre as junturas dos ossos é o que temos de mais profundo no corpo vivo, onde as palavras viajam, na profundidade da terra, das plantas, dos bichos e das pedras.

(Vinicius Mizejeski, 21 de abril de 2012, http://vmizejeski.blogspot.it/2012/04/um-livro-de-poesias.html)

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(by Claudio Maccherani )